quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os pronunciamentos do Papa Chiquinho são bons pra se ler nas missas de domingo e também fora delas. De novo: boa, Papa Chico! Chibata no colossal, bota colossal nisso, bolsa-banqueiro das "zelites", esquecido por parte de nossa indignadíssima classe média que só lembra, pra jogar pedras e fazer achaques, do ínfimo bolsa-família. Como se combater miseráveis, antes famélicos, fosse resolver as maracutaias de valores estratosféricas de meia dúzia de famílias controladoras de nações neo-coloniais como a do Brasil. Sem esquecer das fraudes do Banco Vaticano, muitas vezes controlado por cardeais dos infernos, que o Senhor já está tomando as devidas providências de saneamento com providenciais chutes nos glúteos adiposos de Suas Excelências Reverendíssimas.

'Cuando una familia no tiene ni para comer porque tiene que pagar el préstamo a los usureros, eso no es cristiano, es inhumano'. Duras palabras del Papa, sin nombrarla, contra la Banca http://elmun.do/1b7yfvU ¿Qué os parecen?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

No meio do caminho (em Marte)

Os cientistas da Nasa estão estupefatos com uma pedra que não havia no meio do caminho. Duas semanas antes tinham fotografado o local e só havia grandes rochas rachadas e poeira. Depois, apareceu uma pedra no meio do caminho. Cientistas que são, os da Nasa procuram uma explicação pro aparecimento da pedra no meio do caminho. Há suspeitas de que ela tenha rolado pelas ações do jipe, Nasa’s Mars rover Opportunity, ou de que tenha sido obra de algum meteorito recente. De qualquer forma, um deles bem que podia esquecer por um momento a ciência e fazer uma revisita a famosa poesia de Carlos Drummond de Andrade, alterando-a um pouquinho de conforme com o evento da pedra marciana. 
George.

No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho (não) tinha uma pedra
(Não)Tinha uma pedra no meio do caminho
(Não) Tinha uma pedra
No meio do caminho (não) tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
(Não)Tinha uma pedra
(Não)Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho (não) tinha uma pedra
Scientists at Nasa have been left puzzled at how a bright rock appeared in an area that had only shown cracks and dust when it was photographed two weeks earlier. More here: http://fw.to/AgmEhg Photo: Nasa/Reuters

domingo, 12 de janeiro de 2014

Um sistema que mata animais em extinção

O que a grana não faz? Por US$ 350.000,00 se permite legalmente a matança de animais em extinção. Culpa do país, Namíbia, que permite tal lei? Não só deste, mas das nações que não pagam ao primeiro a preservação de espécies e biodiversidade, das quais usufruem, as nações ricas, além de matérias-primas várias, a qualidade do ar, regime de chuvas etc. pro seu próprio bem estar. Capitalismo meia-tigela, fuleiragem, pois não paga os recursos (matéria prima) que recebe da natureza. E todo capitalismo, sem que escape também mais sistemas, é meia-tigela, fuleiragem, sem futuro, pois tem como infinitos os recursos naturais.
A permit to hunt an endangered African black rhino has sold for $350,000 at a Dallas auction. Full story: http://fw.to/CdQdOuI Photo: Rainer Schimpf/Barcroft Media

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ser livre pra trabalhar


Se se seguisse o fluxo migratório impulsionado pelos desejos, a população brasileira diminuiria em 16 milhões de viventes. Quantos sairiam? 94 milhões de brasileiros insatisfeitos. Quantos pra cá viriam? 78 milhões de estrangeiros. 

Crianças, eu vi. Uma das frases que mais me incomodavam durante os anos de chumbo era a do Brasil Ame-o ou Deixe-o. Por quê? Porque se destinava, a frase, justamente aos brasileiros que tinham preocupação e amavam o país e que, por isso, não aceitavam o estado de coisas (falta de liberdade) então instalado por cá. Destinava-se a frase aos chamados pela ditadura de subversivos (por subverterem a ordem instalada), dentre os quais os jovens era a parcela maior. 

Também me incomodava o rame-rame da frase postada açodadamente nos jornais e TVs porque era simplista demais e, propositadamente creio eu, não mencionava as barreiras que se têm pra se sair de um país e entrar em outro. Querer sair, se queria, mas como fazer isto? Muitos, eu por exemplo, naquela época queriam deixar o Brasil, mas nem sabiam como, nem tinham os meios pra fazê-lo. Bolsas de estudo de trânsito internacional no Brasil? É coisa deste governo. 

De tal sorte que um dos valores que mais se preza em uma cultura é a liberdade, dentre elas a liberdade de trânsito. E se liberdade de trânsito é um dos pressupostos da democracia, de fato torna-se um mito quando não se têm as condições de gozá-la. Liberdade que nenhuma ditadura e nenhum país dito democrático oferece. 

Assim, liberdade não é só a de opinião, que essa hoje, com a internet, chegou a um patamar elogiável. Liberdade, pra ser liberdade, deveria dentre outras características ser a de poder transitar (entrar e sair) nos países, conforme a necessidade de cada um, inclusive a de trabalhar no país escolhido.

Se as nações democráticas professam a liberdade alfandegária de trânsito livre pra seus produtos, por que então não aceitam a liberdade de trânsito no mercado de trabalho? Isso é uma incoerência braba da chamada globalização. 

O presente escrito vem a propósito de uma nova onda de restrições ao emprego nos países da Europa; a propósito dos vários muros de fronteira que não deixam transitar pra seu território cidadãos vizinhos (Estados Unidos com o México; Itália com a África; Israel com a Palestina; Entraves na emigração inglesa etc.) Nações deliberadamente enumerados aqui justamente por se acharem refúgios da liberdade.
Morar no Brasil é "sonho" internacional. Segundo pesquisa, país é um dos 12 mais cobiçados para se viver. Quem mais tem vontade de vir para o Brasil são os argentinos: 6% se mudariam para cá se tivessem a chance.http://oesta.do/19k5wp1 #Brasil

Foto: Fábio Motta/Estadão

Azar do barco

1. Soma das variações de temperatura na terra = Zero
2. Perda da biodiversidade vertiginosamente elevada.

O mundo é um transatlântico que vive do consumo exacerbado. Sem o consumo crescente, não existe capitalismo, irmão siamês do canibalismo. Por isso, é preciso consumir a roldão. E com a mão invisível do capital mandando e gerindo o mundo, que ela sempre o fará, não existe vida humana a longo prazo. E o transatlântico vai bater num iceberg, mesmo sendo este de gelo, como todo iceberg feito de gelo é. Azar dos viventes humanos, seres inadaptáveis e muito próximos à extinção. George.

Mote:

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O sonho de Jucelino

Nem todo sonho premonitório é perfeito. Muitos erram em intensidade, data e lugar. Foi o caso do sonho do Jucelino. Fortaleza seria devastada por uma enorme onda em 2013. Teve gente que, por via das dúvidas, vendeu casa e foi morar na Serra da Ibiapaba. Felizmente, o sonho não se concretizou, pelo menos tal e qual foi descrito. Sim, porque em parte a onda de Jucelino pode ter sido, por circunstâncias que a nossa vã filosofia e ciência astrológica (ôpsss!) desconhece, deslocada no tempo e no espaço. Assim a onda sonhada pode ter ido pra Europa, especialmente pro País de Gales e Portugal que por ela teriam sido atingidos ontem. Se a hipótese for correta, como a onda desvariou seu alvo, talvez por isso, cidades desses países não foram devastadas. Além das cidades, a credibilidade dos sonhos premonitórios de Jucelino salvou-se, pelo menos parcialmente. E se salvará enquanto houver ondas fortes, surfando no benefício futurológico da dúvida. George Alberto.

Fonte:
Le superonde (fino a 9 metri) sulle coste atlantiche http://bit.ly/198k8aI

Clóvis Beviláqua e o caráter cearense na abolição dos escravos feita há 60 anos

Clóvis Beviláqua fala sobre o caráter cearense num escrito de 25 de março de 1884, dia em que o Ceará, quatro anos antes do Império, abolira a escravidão. 

"Para mim, porém, a verdadeira causa do fato que admiramos (abolição dos escravos no Ceará) está no caráter cearense, que condições cósmicas especialíssimas foram, pouco a pouco, diferenciando de um fundo comum. O cearense educou-se na luta e a ela afeiçoou-se. O solo esquivo recusa-lhe os meios de subsistência sem aturado esforço; o sol cai, como um incêndio, sobre uma terra que não possui rios, nem lagos, nem grandes matas, onde toda a vegetação desaparece com o verão; o mar só deixa domar pela afouteza da jangada de vela alvíssima. Numa escola assim, aprende-se a lutar, sem jamais cansar, adquire-se intrepidez e perseverança. O repouso, a quietação absoluta torna-se uma atmosfera pesada, corrosiva aos pulmões. É preciso o pugilato, ou seja braço a braço com os elementos, ou seja braço a braço com as rugosidades sociais". 


Fonte: Clóvis Beviláqua. Sua vida. Sua obra. Por Silvio Meira. Ed. UFC. Fortaleza. 1990. p.106


Clemência a Snowden, pedem The New York Times e The Guardian

Até agosto próximo, Edward Snowden terá asilo na Rússia. E depois de agosto de 2014, quem o abrigará? Creio que o Brasil o fará e dará, com isso, um exemplo de soberania ao mundo. De qualquer forma, a interpretação de muitos de que o ato de Snowden, ao revelar espionagens americanas aos cidadãos de todo o mundo e até a presidentes de governos aliados, tal interpretação cai por terra ao se constatar, como se o faz agora, que até jornais do porte do jornal americano The New York Times e do britânico The Guardian pedem anistia ao ex-agente da Segurança Nacional Americana (NSA) considerando os abusos que a agência impôs ao mundo e o ato de coragem de Snowden. 

Carteiras de cigarros sem identificação de marcas

Mesmo sendo o maior produtor mundial de tabaco, o Brasil vai propor acabar com quaisquer identificações visuais de marcas de fabricantes de cigarros nas caixas dos mesmos, a não ser a menção anódina do nome destas. 

Tal proposta, é evidente, trará um furor nas indústrias tabagistas, pois o grande valor delas provêm da marca ainda associada à aventuras (vide, por exemplo, o cowboy da Malboro e a imagem do galã Humprey Bogart, no filme Casa Blanca etc.). Isso no tempo em que eram permitidas tais propagandas, porque filmes com cigarros acesos, ainda têm muitos. 

Todo mundo sabe - mas o vício induzido pela indústria tabagista é coisa maior - que o cigarro é um terrível mal pros fumantes ativos e passivos; e traz danos enormes às contas do sistema de saúde público, mesmo descontadas as verbas de impostos recebidos da venda do produto venenoso. 

Por evolução, mais adiante, seria interessantíssimo se também houvesse proibição à identificação em marcas de refrigerantes, também danosos à saúde e ao meio-ambiente por conta das pets. Porém duvi-dó-dó que o Congresso tivesse peito de mexer com a gigante do arroto.

George Alberto 

Fonte: Jornal ELPAIS

 "Las cajetillas genéricas son un paso más del Gobierno de Dilma Rousseff en la cruzada contra el tabaco, después de la promulgación en el año 2011 de una ley federal que lo prohíbe en lugares cerrados de acceso público, como restaurantes y bares. El Ejecutivo tomó la decisión siguiendo iniciativas similares que ya existían a nivel municipal y estatal. La prohibición llegó acompañada de la suspensión de toda publicidad de productos relacionados con el tabaco, también en los puntos de venta (una medida más dura de la que está en vigor en países como España, donde los estancos sí pueden tener publicidad)."
Brasil planea implantar los paquetes de tabaco genéricos http://cort.as/7G3t La medida, ya vigente en Australia, impide que las marcas diferencien las cajetillas por colores o símbolos