domingo, 9 de junho de 2013

Bora Brasil...sil...sil!

Foto: Vládia Coelho

Estou eu e o Marcel, meu filho, assistindo ao jogo amistoso entre Brasil e França, num dos inúmeros e aconchegantes  bares da belíssima capital francesa. Passou a raiva pelo roubo da minha carteira no metrô de Paris, roubo feito por 2 ou 3 meliantes, provavelmente romenos, e com a ineficiência da polícia daqui, igual a nossa polícia tupiniquim. Primeiro, porque os romenos que me roubaram praticamente perderam a viagem. Segundo, que tem muito, mas muito mesmo, parisiense simpático e de bem com a vida; não imaginava que fossem tantos assim. Terceiro, que é pra completar os 3 a 0 em cima dos azuis, ganhamos deles, finalizando um jejum de 20 anos de derrotas pro time do Zidane.

George Coelho

sábado, 8 de junho de 2013

Não falem mal do meu país

O pernambucano Nelson Rodrigues tinha razão: brasileiro tem complexo de vira-latas. Via de regra, parece sofrer de um prazer masoquístico, um complexo de inferioridade doentio que não se justifica de jeito nenhum. Nos últimos dias, vi até um candidato a presidente, de oposição, torcendo pra que a inflação recrudesça, pra assim vender sua demagogia barata. Absurdo isso. Pra que torcer contra o Brasil? Não tem proposta decente, então se cale macho. Mau brasileiro esse sujeito.

Não digam que o Brasil não presta. Não digam que o Brasil não tem jeito. Não digam que o Brasil não tem arte. Não digam que o Brasil não tem ciência. Não digam que o Brasil é sujo. Não digam que o Brasil não tem civilidade. O Brasil tem tudo de bom e não é ufanismo besta meu, não. É a bela mistura de nossa raça que nos fez assim. É o nosso caboclismo, de que tenho muito orgulho, que nos deu essa têmpera de aço. Sou caboclo sim, Senhor, e não tenho complexo de vira-latas. 

Ganhamos cinco copas do mundo. Nenhum outro país do mundo fez isso. Os nordestinos esticaram nos peitos a linha de Tordesilhas, criando o Acre. Fomos os inventores do avião com Santos Dummont, assistido por centenas de pessoas, levantar voo em Paris e nem assim protestamos quando se vendem os irmãos Wright, com sua máquina empurrada por catapulta externa e sem presença de público, como os primeiros no voo. Marconi veio depois do padre gaúcho Roberto Landel, o inventor do rádio. Inventamos o Bina pra identificar chamadas telefônicas. A nossa música brasileira é riquíssima. Noel Rosa, Cartola, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Fagner, Belchior e muitos outros são gênios. Música brasileira é a coisa mais linda que há.

E me apoquentam com essa estória de violência nacional. Que o Brasil está apavorado. Que não sei o quê mais. Brasil apavorado? Apavorado estou eu, mas não quando estava no Brasil, ou quando estive recentemente no Rio; mas, nesse momento, em viagem à Paris. Em Paris, sim Senhor. Dizem que é a Cidade das Luzes. Cidade das Luzes? Só se for no tempo de Rousseau. de Voltaire, de Zola, de Flaubert, de Balzac e de Vitor Hugo. Hoje, Cidade da Luz não é mais Paris. Pra mim, Cidade da Luz, pode até ser a Fortaleza do Ceará, do Brasil. Pelo menos por lá nunca tive batida de carteira, com direito de empurrão covarde,  de quase quebrar os beiços no chão, feito por dois ou três meliantes, provavelmente romenos, em pleno "civilizado" metrô de Paris, sem que um só policial agisse. Se fosse aqui no Brasil, a gente do lado dava um sabacu, um salga neles. Em Paris, é cada um por si, nem se olha um pro outro. Fazem de conta que ninguém viu a desgraça alheia.

E se vá ao Louvre, o maior museu do mundo. Ali, além de banheiros sujos de dar dó, de recepcionistas mal humorados e mal educados, estão estampadas também advertências de batedores de carteiras que são muitos. E pouco se vê de polícia. E se vá a Torre Eiffel que estão por lá dezenas de meliantes jogando a cumbuca pra pegar gente que pensa que Paris é civilizada. Toda hora, todo dia, os meliantes afanam livremente o alheio, sob às vistas de autoridades policiais. Mulheres querendo ler mão e de olho na carteira da vítima. Todo essa gente, todo tempo, ludibriando turistas e ninguém faz nada. A marretagem, às vistas de todos, sem que um policial desperte de sua letargia fardada e acorde para uma mesma pequena ação. E vá andando na cidade que em todo canto se vê gente passando por surdo, vendendo listinha, querendo enfiar os dedos ágeis e arteiros nos bolsos do incauto.

Paris civilizada? Uma ova. Pelo menos hoje.  Não se vê polícia, ou se vê sem nenhuma ação. As sirenes dos carros penso que são só pra impressionar. Muita gente que fala um francês com descortesia com o turista que é a fonte primária de sua renda. Por aqui quanta gente mafiosa faz seu pasto? Vendedores de águas sujas em garrafas usadas dezenas de vezes. Banheiros sujos em Paris. Diziam-me que banheiro sujo era no Nordeste do Brasil. É verdade. O Nordeste do Brasil tem banheiro sujo, mas Paris tem também. Nos últimos 3 dias, vi isso e digo nesse desabafo, no correr da pena, e ainda estuporado da queda que quase levei de dois ou três dos meliantes muitos que operam em Paris. Ainda exausto do esforço pra estornar cartões de crédito de um Banco verdadeiramente civilizado, o único que agiu prontamente em meu socorro: o Banco do Brasil. Digo essas coisas  e mais pra estabelecer contraponto à nossa autodepreciação constante: Brasil é que é o país verdadeiramente civilizado.

Já a Europa das civilizações perversas que saquearam povos com o seu colonialismo bárbaro - é só ver as peças riquíssimas, tomadas como butins de guerra pros museus famosos. A Europa que enche os olhos de brasileiros com complexo de vira-latas e de peruas vistosas e perfumadas. A Europa hoje não me convence. Precisei vir aqui pra firmar tal compreensão e quero repassá-la aos que ainda não a viram e se empolgam com fantasias; pelos que cantam-na com complexo de vira-latas; pelos brasileiros presidentes subalternos que disparam "Vive La France" e criticam sem dó o Brasil. Não, a fantástica civilização mista brasileira nada deve a esclerosada Europa.

George Alberto de Aguiar Coelho
(Escrito depois de algumas horas que fui roubado na "civilizada" - entre aspas - Paris.)



Baixem a passagem dos ônibus

Por que não se baixa a passagem do transporte coletivo? Porque o estado brasileiro estaria assim dando subsídios ao transporte púbico. Ora, mas se o estado vive renunciando ao IPI na venda de carros novos, beneficiando enormemente montadores estrangeiras e a compradores mais abastados, por que não o faria pra atender uma necessidade básica do povo?

Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,haddad-vai-pedir-ajuda-de-dilma-para-baixar-passagem,1040168,0.htm

O Brasil está copiando o capitalismo chinês? Isto é bom.

Não gosto de algumas atitudes que o Seu Mantega toma na Economia. Por exemplo, a diminuição do IPI pra compra de carros novos. Trata-se de renúncia fiscal que não é medida boa, pois incentiva o consumo de combustíveis, emperra o trânsito das cidades e o que faz mesmo de bom, o faz pra indústria de carros. Enche os bolsos das Montadoras, todas estrangeiras. 
Contudo, essa resenha da Folha de artigo do Economist sentando o pau no Ministro, como um artigo anterior da mesma revista, que pedia explicitamente a sua saída, tem efeito contrário ao que pretende.
Ora, se o Brasil estaria hoje, como é dito na resenha, imitando o capitalismo chinês, isso é uma qualidade das boas. Não é defeito, não. 
Desconfio que o Economist fala assim pra pressionar Dona Dilma a aumentar a taxa de juros. Nas últimas reuniões do COPOM tem até conseguido. Não entre nessa não, Presidenta, que isso é choro de rentista que chora de barriga cheia.
George Coelho
Fonte::


quinta-feira, 30 de maio de 2013

O prejuízo do trânsito de carros

Por que os governos do Brasil, desde JK, não investem em trens, metrôs, pois sempre estão privilegiando, na contra-mão, as montadoras de carros, que são todas estrangeiras?
Por exemplo, essa estória de reduzir IPI de carros, pras pessoas o comprarem, é o fim da picada. Se alguém ganha com isso são as montadoras, que não reduzem os preços de suas latas ambulantes. Ora metrôs se pagam, mesmo com as corrupções desenfreadas que ocorrem feito formigas em mel. Caros demais são os metrôs. Quanto custa, por exemplo, um metro de metrô em São Paulo, no Rio, em Brasília, comparado com os de outros países? Muito do suposto custo vai pro ralo da corrupção.
Se é imoral o custo de construção de metrôs no Brasil, também o preço do carro, lata ambulante nacional, é obsceno, e não é só por causa dos impostos, não. São os lucros biliardários do oligopólio das montadoras.
Carros, a gente sempre está custeando-os caros demais. Custo alto com grana que escoa pras montadoras, gasto grande pras oficinas associadas às primeiras; seja pro governo, em forma de IPI, taxas e multas; pro financiamento; pro seguro obrigatório e suplementar; pro combustível; pra decadência do ambiente, cada vez mais fedorento de fuligem; pra gastos em infra-estrutura rodoviária e urbana, sempre de necessidades crescentes; custos com hospitais públicos, repletos de acidentados, mortos ou mutilados irreversivelmente, do trânsito infernal de carros e motos.
Diante de fatos tão visíveis e danosos ao bolso do brasileiro, por que não temos uma indústria de "tatuzões"? Uma indústria de trens? Tecnologia disso, não deve ser essas coisas todas de se aprender, não, e a gente brasileira tem capacidade muita. É preciso começar a fazê-los, e já.
Então, governos desse belo Brasil varonil, esse e os próximos que virão, sejam de que cores portarem, vamos apoiar nosso desenvolvimento construindo metrôs, trens, navios; incentivando e tornando seguro o uso da bicicleta; e não fomentando de forma subserviente, de mão beijada, as montadoras de automóveis.
Incentivar o carro é coisa de país subdesenvolvido. Isso não condiz mais com o Brasil, não.

Mote:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,metro-superlotado-reflete-o-caos-do-transporte-publico-no-pais,155118,0.htm

http://www.youtube.com/watch?v=RATz0q2uYlc

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Saúde: Brasil versus Cuba

Será Cuba tão atrasada assim como se diz por aí? E nada temos que aprender em saúde pública com os cubanos? Desconfiei e fui olhar os números. Se eles não mentem, não mostram o Brasil em melhor posição que Cuba, de jeito nenhum, pelo menos em saúde. Nesta, gastamos quase o dobro per capita do que os cubanos. E os nossos resultados ficaram muito aquém deles. Os números são do Banco Mundial, a pesquisa é minha. George.

Despesas com saúde US$ per capita (2011)
Brasil 1.120,56
Cuba    606,08

Médicos por 1000 pessoas (2010)
Brasil 1,76
Cuba  6,72


Taxa de fecundidade na adolescência por 1000 mulheres(2011)
Brasil 75,88
Cuba  44,19


Bebês com baixo peso (2010)
Brasil 8,4 %
Cuba  5,4%


Leitos hospitalares por 1000 pessoas (2011)
Brasil 2,3 %
Cuba  5,1%


Taxa de mortalidade- abaixo de 5 anos (2011)
Brasil 15,6
Cuba   5,8

Quer conferir as informações? Então faça sua escolha de mapa em:
http://www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=sh_dyn_mort&idim=country:BRA&dl=pt&hl=pt&q=mortalidade%20infantil%20brasil#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=sh_xpd_publ&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:BRA:CUB&ifdim=region&hl=pt&dl=pt&ind=false

sábado, 11 de maio de 2013

Eita Mah! Paul McCartney no Ceará!

Eita Mah! Nunca imaginei ver o maior dos músicos vivos, eu sentado numa cadeira do Castelão, cantando Ob-Lá-Di. Ob-Lá-Dá. Pense num cabra arretado, esse Paul McCartney que veio botar boneco no Ceará. 

George Coelho.

http://www.youtube.com/watch?v=5QTqFVWbgAw