sábado, 22 de junho de 2013

Duas sugestões pra melhorar o Brasil

1. Que todos os vereadores de todo o país passem a ser pagos com valores não maiores do que um ou dois salários mínimos, que é o que ganha o trabalhador de vera com o suor salgado que lhe escorre no rosto.
2. Que não tenham direitos os edis a quaisquer regalias, como assessores, verbas, carros, gabinetes etc.

Estratégia: Não se alimentem de queijo os camundongos.

Justificativas:

Antigamente, vereadores não eram pagos. Passou-se a fazê-lo e não melhorou em nada a qualidade dos edis das cidades brasileiras. Via de regra, formam quadrilhas nas câmaras, barganhando o voto a troco de favores pecuniários. Por conta disso, o furto do queijo, provindo principalmente de verbas federais que são distribuídas aos municípios por fôrça de lei... Por conta disso, os municípios brasileiros e até estados, comandados por políticos profissionais, verdadeiras ratazanas rabudas, vivem numa alucinante tentativa de fracionamentos pra que mais estruturas políticas podres se formem e lhes forneçam a mufunfa da corrupção pela qualidade de excelências do nada fazer a não ser roubar, qualidades mui correntes na edilidade tupiniquim. Com isso creio que essas vereanças do cacete se desmilinguissem, pro bem de todos, menos deles, e felicidade geral da nação brasileira.

George Coelho

Me engana que eu gosto

Querer transformar um movimento espontâneo e intuitivo, que tomou conta do país por insatisfações várias e justificadas pelo comportamento marginal de uma imensa horda de políticos de todos os matizes que infestam a nação brasileira; pois bem, querer transformar um movimento desses em uma alavanca de trampolim eleitoral de oposição pra eleger criaturas carcomidas na política e no comportamento, figurinhas marcadas por corrupção braba no passado e no presente, seja pela presença viva ainda do distinto ancestral, seja pela presença do DNA de genealogia ladronina insuperável; querer incensar, com a imagem de santos, belzebus tentando gerar uma imagem de que tais indivíduos são a solução do Brasil? Conversa pra boi dormir. Santo? Só se for santo do pau oco. 

George Coelho

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Paralelos

Se existe algo em comum do passado com o momento atual, é que as ratazanas continuam infestando as casas legislativas do país (pra não falar em outros poderes) e essa talvez seja uma das origens do movimento, imprevisível sob todos os aspectos, que nos atinge agora. O sistema político de representação indireta brasileiro está em cheque por conta da corrupção desembestada da maioria dos representantes do povo e isto se tona a cada dia mais visível.

Mas, é também bom que se diga: tais manifestações só se tornaram possíveis dado à enorme evolução nas transparências das ações governamentais, seja pela criação de leis disciplinando o assunto, seja pelo avanço da tecnologia: internet, Google, smarts-fones, redes sociais etc. 

Por outro lado, quando se dizia no passado que o povo não era pra se educar, porque se o fosse, se tornaria um ente poderosíssimo face ao poder, a máxima continua verdadeira. Quantos dos jovens de classe média a até baixa que foram estudar recentemente no exterior e se defrontaram com novos conhecimentos, cultura e padrão de vida que desconheciam e que ao retornarem, justificadamente, exigem tais padrões no Brasil? E que efeitos multiplicadores e intensos uma população de jovens educados não provoca nos sistemas políticos? 

George.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestações Populares

Manifestação política sempre me atrai. Na época da ditadura, não resisti, e morrendo de medo, bote medo nisso, passeei de raspão numa "O povo unido derruba a ditadura", que passava ligeiro como quem rouba, na Praça do Ferreira em Fortaleza. E a ditadura levou 20 anos de escuridão e o congresso com dois partidos: a Arena do sim; o MDB, do sim, Senhor.

E jovens foram torturados por suas crenças juvenis por energúmenos fardados em nome do estado brasileiro. Depois foi as Diretas Já, campanha orquestrada pra não dar em nada mesmo, isto é, pra eleger o Tancredo Neves que já fora ministro do presidente suicidado: Getúlio Vargas. O homem, Tancredo, morreu e sobrou pro bigode safo do Sarney e o seu entorno genológico. E a herança política do Tancredo ficou com a tibieza do Aécio Neves, cuja administração e de seus sucessores não conseguiram , com toda riqueza das Minas Gerais, implantar um sistema de transporte público, metrô, decente nas alterosas. 

Depois, eu estava em curso em Brasília quando uma gente que não gostava do Collor, isto é, não gostava do comando do PC Farias, pois queriam também uma boquinha no tesouro, insuflou os caras-pintadas e puxarem o pano do presidente furioso que tinha aquilo roxo. E o abestado aqui foi lançar bandeiras num Fora Collor. Aí, foi só foi mostrar uma carroça de Fiat Elba e um Jardim da Dinda pro homem ser fulminado pelo congresso que não lhe deu apoio. 

Agora, estava em viagem e fui dar na manifestação de Londres de hoje. Belos jovens se manifestando democraticamente, na paz. Talvez o que me atraia nas manifestações políticas populares seja a inocência e entusiasmo dos jovens que são os suportes destes movimentos. Os jovens.... como é bom ter a crença e a alegria dos jovens!

Eu já velho, tento manter tão boas propriedades dos jovens, mas o passado pesa a desfavor do meu desejo. Em 64, foi cacete muito e por sorte minha, não me envolvi, apesar de ter estado quase dentro da resistência , com os ideias do então professor e hoje já saudoso Sérgio do Instituto de Matemática do Ceará, que veio a ser um digno deputado federal gaúcho pelo PC do B. As Diretas Já foram falsas, o povo foi engodado pra eleger o Tancredo e Sarney se deu bem. O Fora Collor, não deu em nada. Collor começou com o Tatcherismo encomendado, puxaram-lhe a toalha e sobrou pro FHC e a turma dele entregar de mão beijada grande parte do patrimônio nacional.

Essa manifestação de hoje não sei no que vai dar, espero que em coisa boa. Mas que não seja igual ao violino que se toma com a esquerda e se governa com a direita. Porque nunca vi capitalistas mais ferozes do que alguns dos que se dizem de esquerda. Contudo, pra mim, e ninguém me convence do contrário, temos uma grande presidente: Dilma Roussef. Essa mulher é honrada, basta ver sua vida. Porém não se pode dizer o mesmo de muita gente que lhe dá suporte. E este Congresso Nacional fede. Como mudar isso? Não sei, mas do jeito dos jovens, procuro manter a esperança de um Brasil civilizado. 


GeorgeAACoelho.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Boicote à Copa do Mundo

Beleza mesmo a democracia. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, dizia antes que organizar uma copa do mundo de futebol em países não democráticos é osso. Que a próxima copa na Rússia de Putin vai ser moleza. Concordo com o secretário. Vi a Argentina ganhar na marra uma copa do mundo, a de 1978, com a mão de ferro sanguinária do ditador Jorge Rafael Videla. Por lá, além do suborno ao time do Peru, que perdeu de seis pros hermanos, eliminando por tabela o Brasil, tudo correu bem pra Argentina. Até "subversivos" do Uruguai, com promessa de serem jogados no mar por aviões portenhos, serviram de moeda de troca nos jogos, na chamada Operação Condor.

Já no Brasil de hoje, a Copa do Mundo emperra com os movimentos populares. Mas quem é contra a Copa do Mundo no Brasil, não deveria ir a estádios durante os jogos. É incoerente ser contra uma coisa supérflua, desnecessária,  de que não gosta e participar dela. Boicote é o caminho mais certo, mesmo porque o povo, na acepção da palavra composto pela grande maioria da população, não tem dinheiro pra pagar ingressos tão caros. Este povo já não iria assistir nos estádios a Copa. Quem está indo aos jogos são as elites econômicas do Brasil que, não se cansam de chorar, mas choram de barriga cheia. 

Além disso, se se fizesse o boicote, este atingiria emblematicamente figurinhas que, algumas delas, estão sentadas no poder desde a ditadura de 1964; Por exemplo, o Sr. José Marin, presidente da CBF; atingiria também, por tabela, o presidente do comitê olímpico, Sr. Guzman. Esta Fifa, como o citado comitê, aliás cheia de armações e figuras pra lá de suspeitas, que passaram longuíssimas datas na sua direção, como o Sr. João Havelange, sogro doutra figura ¨impoluta¨ do tapetão futebolístico Ricardo Teixeira. 

Sim, se é pra boicotar a Copa do Mundo, não se vá aos estádios. Boicote-se os patrocinadores que proibiram o acarajé apimentado da Bahia ser vendido pelas baianas perto dos estádios. Boicote-se os fabricantes de bebidas, que fizeram com que a lei fosse trocada durante a Copa pra auferirem lucros. Boicote-se a mídia televisiva, que ilude diariamente seus telespectadores com estórias da carochinha. Com o boicote, mandaria-se uma mensagem pro mundo: o Brasil não se submete aos mandos da Fifa, ou de outras organizações internacionais. O Brasil gosta de futebol, mas não gosta de como os dirigentes deste esporte procedem.

Ainda com isso, estaríamos dando os primeiros passos no controle das rédeas da nação, comandada hoje por políticos de partidos de diversos, a maioria deles se passando por santo do pau oco, que só pensam em si e não no Brasil. 

George AA Coelho.

domingo, 16 de junho de 2013

Que vaia mais besta!

Quem estava dentro do estádio e vaiou a Presidente, chora mesmo é de barriga cheia. Quer protestar contra a Copa do Mundo no Brasil? Então: não vá aos jogos; os ingressos são caros. Pobre nenhum estava ali dentro. Vaiar de  dentro  é incoerente. Igual a bacurim em caju azedo: grita, grita, mas não larga de morder o caju. Além disso, vaiar uma presidente que defendeu o Brasil, sendo torturada barbaramente por se opor à ditadura, soa ridículo, falta de respeito. Não concordo. Algum dos vaiadores teria a coragem de proceder como ela fez com a "redentora" de 1964? Duvido. Coragem de vaiar? Que coragem mais besta essa. E, pra mim, com as dificuldades enormes de trabalhar com um legislativo formado em grande parte por corruptos, que é a realidade pura e nua do nosso sistema republicano, Dilma faz de melhor, o que é possível. Collor quis governar sem o congresso e, por isso, caiu. Ou alguém imagina que Collor caiu por ação de uns poucos caras-pintadas, ou por uma merreca gasta no jardim da Dinda, ou por um recebimento de uma carroça em forma de Fiat Elba? Claro que não, Collor caiu por não contar com o apoio do congresso. Ser presidente no Brasil é ter de se ajoelhar a Deus e ao Diabo. Todos os presidentes anteriores o fizeram; quem não negociar com os caras de lá, muitos deles bandidos, cai ligeiro. Quanto às obras da copa, eu, que vi, porque tive dinheiro pra ver, e ir ao show do Paul McCartney, vi que o estádio onde o Beatle se apresentou ficará como um bom legado pra cidade. Muitas obras estruturantes em todo o país ficarão. Os túneis que estão sendo construídos restarão de legado. Os metrôs que estão sendo feitos deixarão mobilidade pras pessoas. É claro, gostaria de ver essas obras edificadas com preços não majorados pelo fator corrupção, mas nem tudo de ruim traz um evento internacional. Londres melhorou muito ao sediar a última olimpíada. A Torre Eiffel, símbolo de Paris, e que leva milhões de cidadãos do mundo inteiro à França, foi construída pra uma exposição internacional. E a torre foi muito criticada; e parte da elite francesa queria desmontá-la e vender o aço da mesma como resto de construção. Felizmente, não deixaram. Não se faz um grande país sem monumentos. Além disso, Dilma herdou a Copa do Mundo com vários países querendo sediá-la, mas não esqueceu outros investimentos. Agora mesmo o Cariri está ganhando uma Universidade. A interiorização dos hospitais está em processo. Nunca vi tanto estudante estudando com bolsa no exterior. Isso é o que fez e faz, por exemplo, a China, bons alunos estudando com bolsas no exterior, trazendo experiências e conhecimento de fora pra dentro do país. Nunca vi governo nenhum, que pelo Brasil passou, fazer isso. 

George Alberto de Aguiar Coelho.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os felas-da-gaita do metrô de Paris

Monseieur Leurquin,

O Senhor, nas boas aulas de françês suas, não falou dos romenos de Paris. Juro que se soubesse teria pegado também umas aulas de língua romena. Teria sido de grande valia as duas juntas. Os caras aproveitaram o furduço medonho do metrô encostaram em mim, e combinaram em voz alta como é que iam proceder a retirada da carteira que tava no meu bolso da frente da calça. Eu até que desconfiei dos olhares dos felas-da-gaita e do lero-lero deles. Só que não tive certeza, pois não sabia romeno. Mas se tivesse aprendido, desconfio que não teria como me livrar dos meliantes.

O metrô era vê uma lata de sardinhas. Eu cheio de pacotes nas duas mãos e a inocência na mente de brasileiro que nunca viu falar de batedor de carteiras, que isso no Brasil não existe de jeito nenhum. Eu só resmungava um Excuse-moi ou Pardon, mas os romenos parecem que não tiveram aula de francês, não. Gente boa, a gente via que não era. Aí na saída duma estação, os caras desceram juntos parelhando comigo. Foi um salve-se quem puder pra francês ver. Um me deu uma rasteira e um empurrão, o outro botou a mão nos meus possuídos. Romenosinhos da baixa da égua! Quase caía de beiço no chão.

E os romenos se mandaram numa velocidade igual a do TGV. Também quem manda os caras serem aprovados na Comunidade Europeia. E levaram meus documentos: umas carteiras de identificação, cartão de crédito, uma moedinha da sorte de 1 centavo e mais uns 30 reais, desvalorizados recentemente. Como eu cancelei vapt-vupt o cartão de crédito. Eles ficaram só com os reais que guardava. Iam fazer o que com eles? 

Isso foi no sábado. Já no domingo fui fazer um tal "Recépissé de Déclaration" na Prefecture de Police. A diferença desse papel pro nosso BO (Boletim de Ocorrência) é que a moça que pegava a declaração era bem lindona. Beleza de loira. Já o BO dos franceses é igual ao nosso: não serve pra nada.

George Coelho