domingo, 10 de maio de 2015

Ciência, Engenho e Arte

A estória da formiga e da cigarra parece replicar-se em discussões coevas.
O maior dos países questiona-se: deve investir na arte?



"E aqueles que por obras valorosas

Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte."
-- Luís de Camões,
Os Lusíadas (1572)
Canto I, 1--2

"Em uma entrevista concedida à pesquisadora Ana Maria Ribeiro, publicada em O Estado de Minas, Cesar Lattes respondeu uma pergunta sobre as possibilidades de convivência entre ciência e arte: “É difícil. Camões pediu ajuda do engenho e da arte para escrever os Lusíadas, não da ciência. Que eu saiba, a arte embeleza a alma enquanto Pantagruel e Gargantua – em carta quando foi estudar na Sorbonne – disse que ‘a Ciência sem consciência não é outra coisa que não a ruína da alma’. Eu acho que o objeto da arte, quando dado por terminado por seu criador, é definitivo. Porém, todos os resultados científicos são provisórios. Já escrevi para o Gilberto Gil (na apresentação do CD Quanta) que a ciência é a irmã caçula da arte; talvez bastarda”.



¿Necesitamos tantos científicos?

"La tecnología nos ha impuesto todo tipo de “métricas” para asuntos que en realidad no se pueden medir, argumenta Leon Wieseltier, editor cultural de la revista The Atlantic. Wieseltier ha sido una de las últimas voces en desatar la polémica al hacer un llamamiento en defensa de la educación en humanidades frente a la oleada de campañas para educar y reclutar científicos en EE UU. Sin filósofos, políticos ni pensadores, alega, ¿quién va a redefinir los límites morales y éticos que sigue rompiendo el avance de la tecnología?









Nietzche e a Filosofia do Martelo

"Por que que quando eu estudei não tinha um curso assim?" Frase de Clóvis de Barros Filho, Professor da aula do link abaixo.

Niilismo (segundo Nietzche) - a negação das pulsões em nome da verdade absoluta.

https://youtu.be/UFoamm0G2lM

sábado, 9 de maio de 2015

Juros altos, a quem interessa?

Ao Brasil? Não, só aos rentistas.
Neste ponto, concordo com o Serra. Subir juros, como se está fazendo agora, não leva a nada; a não ser ao elevadíssimo enriquecimento dos rentistas e ao empobrecimento do país. Pena que, como Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo FHC, o Serra tenha deixado seu Presidente chutar os juros da Selic para a estratosfera.
No Governo Dilma, de 17/01/2013 - 06/03/2013, chegamos a baixar os juros ao patamar de 7,12 % ao ano. As bos novas duraram pouco. Infelizmente, o governo petista sucumbiu às pressões e à volúpia dos donos da bufunfa.

Fontes:
Atual nível de juros prejudica concessões de infraestrutura, diz Serra

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Leriado de alta corte

Não me venha com esse papo
De ética e de honradez
Se você fez o que fez
E vive mesmo é de assalto
Fingindo o tal recato
Enganando a cada vez
Burguês lesando burguês
Com julgamentos sacanas
Habeas corpus pros bacanas
Banana ao povo freguês

George Alberto



quarta-feira, 22 de abril de 2015

Adauto Ferreira por Normando Vasconcelos

Quem conta a estória é Normando (1):

"Adauto, poeta e marceneiro, consertou a viola de Zé de Dona, também poeta. O serviço foi 40 contos. Zé deu 20 e ficou de dar outros 20 com 30 dias. E não apareceu mais. Tempos depois, encontram-se os dois numa cantoria. É quando Adauto faz o verso:

Zé de Dona se achava precisado
Que eu fizesse um conserto na viola
Gastei lixa, verniz, madeira e cola
E depois do serviço terminado
Me deu vinte e deixou vinte fiado
Que tratou de pagar no outro mês
Passa um, passa dois e passa três
Zé mais nunca me deu nenhum tostão
Eu não digo que Zé seja ladrão
Mas quem rouba só faz como Zé fez."

Referência:
1. Vasconcelos, Normando. Cantiga de Viola. Arte*Digital & Século OM. Maceió, Alagoas, 1996, p. 273:


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Às ruas! Remem!

Senhoras, Senhores, Mestres, Doutores,
Pensando no destino do país,
Saiamos nós, os honrados civis,
Às ruas em passeatas mais flores,
Lésbicas, gays, héteros amores
Implorar que voltem os militares
Mais nos tomem bancos biliardários
E a alta plutocracia paulista
Valha-nos santa sanha privatista
Subam juros, terceirizem salários
Fim dos concursos, chamem salafrários
E se ainda pudermos exigir
Aos Agripinos, Cunhas extinguir
Essa raia miúda de operários.

Plim! Plim!

George Alberto de Aguiar Coelho







domingo, 12 de abril de 2015

Mundo zapeado

Tou correndo. Tenho pressa.
Pressa... nem sei por quê
Levantar, comer, correr
É tudo que me interessa
Num clima de fim de festa
E a gente sem entender
Por quê? Por quê? Por quê?
Nem pensar em boa sesta
Pois o tal de Whatsapp
Tira todo meu lazer