sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 < 2017 < 2018

2018 é futuro.
2016 é passado.
Se passado vê futuro
E futuro vê passado,
Passado e futuro vêem
2017, presente,
Que é futuro do passado
E passado do futuro.

George Alberto de Aguiar Coelho

Plagiando Padre Antonio Vieira
apud Migalhas, 4020, 30/12/2016.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Varig! Varig! Varig!

Então, que nesse Natal
Não tem Varig ou Sadia,
TransBrasil foi para os ares,
E a Tam voou vazia.
Papai Noel de amarelo,
Entreguismo e carestia.
E o Brasil passando mal
Pilotado em mão vadia
Golpistas mais o Renan,
Então o Feliz Natal!
Espelhou Feliz Latan!

Varig! Varig! Varig!
Cruzeiro, Cruzeiro!

Mote:
https://www.youtube.com/watch?v=G1VT3B7LW7U



sábado, 17 de dezembro de 2016

Dr. César Araripe

Faleceu hoje, 17/12/2016, o Dr. César Araripe, ex-diretor da Escola Técnica Federal do Ceará - ETFCE, talvez até da Escola Industrial do Ceará, sua antecessora.

A vida passa breve, mas deixa muitas recordações na mente dos viventes. Lembrei-me agora dos tempos de professor da ETFCE, subordinado à sua direção. Pra mim, o diretor mais marcante desta escola,  independente de se fazer balanço de suas realizações com as de outros, foi ele.

Pouquíssima vezes conversei com o Dr. César, mas lembro aqui uma das vezes, por me ter servido de lição. Na ocasião, como professor da ETFCE, fui designado, por uma portaria da direção, para fazer análise da compra de equipamentos de informática. A informática estava então surgindo nesta escola. 

Em um meu escrito de fundamentação, usara o verbo deletar. Então, o Dr. César me chamara ao seu gabinete e, depois de me cumprimentar, folheou o Aurélio e disse-me: "Lendo o seu texto, observei que usou a palavra deletar. Não tem ainda esse verbo deletar aqui, no dicionário." Conferi, tinha não. Agradeci ao diretor e lhe disse que iria deletar o verbo. Ele riu e eu nunca mais usei o verbo deletar, a não ser agora.

George Alberto de AguiarCoelho

domingo, 27 de novembro de 2016

Fidel Castro, Zé do Crato e outros

Cuba não tem mais Fidel, mas nenhuma criança ali pede esmolas ou dorme nas ruas, mesmo convivendo com o mais longo boicote internacional americano que perdura sobre a pequena e corajosa ilha caribenha. 
Não quero aqui falar de Fidel, cuja vida e velório recente impressionaram o mundo. Falar, sim, de dois sujeitos, um deles ditador e perguntar se alguém iria a seus velórios?

O brigadeiro Macedo do Crato foi um homem extraordinário. Foi o primeiro Comandante da Base Aérea de Fortaleza e, se não fosse sua coragem, a Aldeota e o Mucuripe seriam um campo de aviação com pista em T iniciando no atual Colégio Militar.

De fato, diante da recusa do brigadeiro em instalar o campo de comando aeronáutico americano na Aldeota, o comandante gringo o interpelou: você está me impedindo de construir um dos maiores campos de aviação da América Latina. E a resposta: estou defendendo a mais linda capital do Nordeste.

Macedo inaugurou inúmeros campos de aviação no Brasil; bombardeou os remanescentes do Caldeirão na Serra do Araripe; combateu Lampião no Raso da Catarina e, por fim, foi fabricar cachaça no Crato onde lá o ditador Castelo Branco lhe indagou o que andava fazendo no Crato. Pois bem, o brigadeiro Macedo, chamado ali de Zé do Crato, respondeu a Castelo:  "Fabrico cachaça pra dar emprego a poliça, juiz e advogado."

Em 1992, Zé do Crato já é morto, mas antes falece um monsenhor querido do Cariri e um dos que se juntavam à multidão que assistia à missa de corpo presente diz prum inimigo ferrenho de Zé do Crato que estava ao lado: "Quando o Brigadeiro Macedo morrer, vai ter gente assim como agora no enterro dele? A resposta veio raivosa: "Só se for pra enterrá-lo vivo".

Nada de comparações, porque a distância incomensurável entre os dois homens não permite. Mas, me vem à pergunta que ora faço: "E se o usurpador da presidência do Brasil morresse, iria ter muita gente presente à cerimônia?

George Alberto de Aguiar Coelho

Fidel Castro

Vivi uma época em que elogiar o grande líder da revolução cubana significava cadeia certa. A época de hoje promete repetir a passada, apenas os ditadores coevos são bem mais medíocres que há 50 anos e entreguistas de fazer dó, enquanto os militares de 1964 eram nacionalistas, embora nem de longe como o ditador Fidel foi.
Cuba não tem mais Fidel, mas nenhuma criança ali pede esmolas ou dorme nas ruas, mesmo convivendo com o mais longo boicote internacional americano, que perdura sobre a pequena e corajosa ilha caribenha.

George Coelho

domingo, 6 de novembro de 2016

O Brasil na vala a jato

Deixou de ser arretado,
Foi ao chão, escambichado,
Da primavera de pato.
Falar disso é muito chato,
Mas o Brasil soberano
Não passou de um engano.
O Brasil do SUS gigante
Sucumbiu num só instante,
Doente, febril, sem plano.

George Coelho


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Guerra Híbrida

 Confira o Tweet de @emirsader:
 https://twitter.com/emirsader/status/792108849222283266?s=08

Pepe Escobar, para quem quer entender porque e como se deu o golpe no Brasil.

Dois parágrafos interessantes desnudam o verdadeiro e puro coxinha, produto genuinamente nacional, mas que gostaria, ele mesmo, de ser Made In USA.

"A marcha em direção à Guerra Híbrida no Brasil teve pouco a ver com as tendências políticas de direita ou esquerda. Foi basicamente sobre a mobilização de algumas famílias ultra ricas que governam de fato o país; da compra de grandes parcelas do Congresso; do controle dos meios de comunicação; do comportamento de donos de escravos do século 19 (a escravidão ainda permeia todas as relações sociais no Brasil); e de legitimar tudo isso por meio de uma robusta, embora espúria tradição intelectual.

Eles dariam o sinal para a mobilização da classe média. O sociólogo Jesse de Souza identificou uma freudiana “gratificação substitutiva”, fenômeno pelo qual a classe média brasileira – grande parte da qual clama agora pela mudança do regime – imita os poucos ultra ricos, embora seja impiedosamente explorada por eles, através de um monte de impostos e altíssimas taxas de juros."

George Coelho