quarta-feira, 9 de abril de 2014

Usinas do Madeira e Jirau

As duas usinas no Madeira, a meu ver, têm bons projetos ao contrário, por exemplo da Usina de Balbina feita no final da década de 80, governo Figueiredo. Comparando, Balbina com um lago de 2.360 Km²,só dá 250 megawatts. Um rotundo fracasso econômico e de engenharia, com danos ambientais enormes, até porque foram inundadas florestas sem se lhe retirarem as árvores. Dizem que até hoje se extrai árvore da mata inundada arrotando metano. Fica evidente, como é horrorosa esta Balbina, se a gente comparar com a usina de Tucuruí, por exemplo, também do mesmo governo Figueiredo, com 2.850 km2 de área de lago que dá 8.370 MW. 

Já as usinas de Santo Antônio e Girau, em Rondônia, são indiscutivelmente pelos números, um grande avanço. Não há como comparar as duas últimas com as primeiras. O projeto de turbinas bulbo aproveita a correnteza do rio Madeira. Santo Antonio vai gerar 3.580 MW, com reservatório de 271 km2. Jirau, 3.750 MW, com área de reservatório de 258 Km2. Estive bem próximo das duas usinas Santo Antônio e Jirau). Inundações provocadas pelos reservatórios em Rondônia? É lero do Evo Morales pra, naturalmente, obter indenização do Brasil, que é o papel dele mesmo, e sair bem na foto. 

George

terça-feira, 8 de abril de 2014

Não canse o cego amor de me guiar - Luís Vaz de Camões


Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas não cansadas de cansar-me;
Pois não se abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;

Não canse o cego Amor de me guiar
Donde nunca de lá possa tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto a fraca voz me não deixar.

E se em montes, se em prados, e se em vales
Piedade mora alguma, algum amor
Em feras, plantas, aves, pedras, águas;

Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.

Luís Vaz de Camões

Desista de salvar o mundo

James Lovelock é o homem da teoria de Gaia - a Terra se comporta como um ser vivo. Sem meias palavras ele descasca: " Teremos que aprender a viver doutra maneira". A gente deve desistir de salvar o mundo das mudanças climáticas. O que se tem a fazer é nos adaptarmos às mudanças. A gente não tá com nada, nosso futuro é incerto. Violentos conflitos virão por escassez de alimentos nas próximas décadas. Um porrilhão de espécies se extinguirão. Soa bem falar em salvar o planeta, mas o que se quer mesmo é salvar a terra pra si e pras nações. Não se pensa em salvar Gaia, a terra como organismo vivo todo  interligado. A ideia de salvar o planeta é uma ideia tola do Norte, está muito além da nossa capacidade. Tem-se de adaptar às cidades às mudanças que virão.  Assim como outras espécies a nossa vida na terra é limitada. Quanto à geração das redes sociais. "Não consigo imaginar castigo mais severo do que ter minha mente, ainda relativamente clara, vencida por spams de vendedores ambulantes e as fofocas incessantes da Internet." Em sua entrevista recente, o Sr. Gaia arremete também contra uma facção do ecologismo por havê-lo convertido em uma religião. 
Fabuloso mundo novo em hecatombe. George.

Fontes:
http://www.elmundo.es/ciencia/2014/04/09/53443ac022601dc95b8b4584.html?cid=SMBOSO25301&s_kw=facebookCM

http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/10752606/We-should-give-up-trying-to-save-the-world-from-climate-change-says-James-Lovelock.html



The scientist and inventor James Lovelock claims we should stop trying to save the planet from global warming and instead retreat to climate...
THE TELEGRAPH



segunda-feira, 7 de abril de 2014

Tró-ló-ló e Metrô-ló-ló

De tanto falar em tró-ló-ló petista, o tucanato bem que podia mudar a cantiga de grilo nessas eleições e falar de assunto que conhecem de um grande número de administrações que tiveram em São Paulo (Covas, Serra, Alckmim), podiam falar agora de metrô-ló-ló tucano. George.
http://meublogdepolitica.wordpress.com/2014/04/05/a-pergunta-que-custou-o-emprego-de-herodoto-barbeiro/

A justiça do bacamarte

Causas da violência? Uma delas já era apontada no Nordeste dos fins do século XIX.

"No bacamarte eu achei
Leis que decidem questão,
Que fazem melhor processo
Do que qualquer escrivão."

Trecho de gesta popular paraibana contando a estória do cangaceiro Antônio Silvino.
Extraído do livro Heróis e Bandidos escrito por Gustavo Barroso.

George