domingo, 6 de abril de 2014

A abdução de políticos - conto de um menino espanhol

Um conto sucinto de um menino espanhol de 9 anos:
"Um dia chegaram à Terra extraterrestres para deixar a Terra pior do que estava. Os extraterrestres abduziram a todos os políticos e gente importante, como os do PP ou do PSOL:  Rajoy, Blesa, Bárcenas, Zapatero, Ana Botella, Urdangarín, etc. As pessoas ficaram então muito contentes e os extraterrestres não entendiam o porquê. No final, os extraterrestres acabaram perdidos no espaço porque os políticos lhes roubaram o combustível e se mandaram noutro foguete." 

Minha tradução pro conto de Francisco D. Gonzalez.
Assim como na Espanha, assim também em Terras Brasilis.
George
Un cuento donde los políticos roban, la respuesta de un niño de 9 años en un examenhttp://elmun.do/1fSzi5k Por Francisco D. González

Petrobrás, o que não se divulga na mídia.

Por que não se fala também disso na mídia?
"Levantamento da Economatica, uma das maiores consultorias financeiras do Brasil, com 313 empresas brasileiras de capital aberto, revela que somos a que teve maior lucro em 2013, com R$ 23,570 bilhões."
E isso:
"Lucro líquido da Vale despenca 98,84% em 2013, para R$ 115 milhões"
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/26/lucro-liquido-da-vale-despenca-9884-em-2013-para-r-115-milhoes.htm

O que dizer? A Vale que foi privatizada por uma merreca pelo governo FHC, maior mineradora de ferro do mundo, mas faturou merrecas em 2013, R$ 0,115 bi. "A Vale registrou lucro líquido de R$ 115 milhões em 2013, um tombo de 98,84% em relação ao resultado de 2012 (R$ 9,892 bilhões)." diz o link.


Já a Petrobrás, que quase virava marca de cera de carro no mesmo governo tucano, faturou R$ 23,57 bi em 2013. E  a produção no Pré-sal cresce batendo recorde de 385 mil bpd.

O que querem os tucanos? Desacreditar a empresa pra dilapidá-la e, por fim, entregá-la a preço de banana como fizeram com a dita Vale?
Apontar maracutaias é importante, louvável. Porém, fazer isso, omitindo informações necessárias, apenas com fins eleitoreiros e de interesses de companhias petrolíferas internacionais, é deplorável.
George

sábado, 5 de abril de 2014

O que interessa na Venezuela é ...

Falta de democracia na Venezuela? Como, se há eleições por lá e o presidente de hoje quase perde a última? Eleição que, por sinal, teve o ex-presidente americano Jimmy Carter e a comunidade internacional como fiscal da mesma.

Para os americanos, o que conta na Venezuela não é ter ou não ter democracia. Conta que o governo ali existente goste-se dele ou não, é desfavorável aos gringos, principalmente se comparado aos antigos regimes passados dominados por uma elite que menosprezava o povo de lá e tinha como única tarefa a locupletação das rendas petrolíferas da nação venezuelana. 

Se a preocupação americana fosse democracia, não teria como aliados de primeira linha ditaduras cruéis e escravagistas como, por exemplo, a da Arábia Saudita, Kwait e a do Qatar. Assim, como se conclui do  artigo do link abaixo, o que move o interesse dos americanos em mudar o regime da Venezuela é obter controle sobre a terceira reserva petrolífera do mundo, situada no quintal ianque.

Se por algum motivo o governo americano se condoesse em ajudar habitantes do seu quintal, por que não ajudam então o povo do Haiti cuja única saída é a fuga para a cidade de Brasiléia no Acre, portão de entrada de uma legião de haitianos para o Brasil?

Mote:
Conheça, Curta e Compartilhe - Dicas de Geografia
#Geopolítica #Petróleo #Venezuela

EUA x Venezuela X Oriente Médio

No mapa abaixo, fica bem claro o motivo dos EUA estar desesperado, pois as distâncias percorridas por navios petroleiros d...Afficher la suite

Saracoteio dos infernos

Se o vivente de vermeio
Fosse um cabra da peste,
Desses que veve no sertão,
O de azul levava um tabefe
Que pingava sangue do nariz.
Nunca mais saracoteva
Em cima da desgraça alheia,
Esse azulado infeliz.

George Coelho (Maio/2013)

Uma sociedade de consumo

É só o que vejo. A lata no fogo com água borbulhando em chama alta. A água já chegou aos 100 graus. Só aumenta de temperatura passando pro estado gasoso. Resultado: desperdício. Outros: em apartamentos, cozinhar com janela aberta e o vento quase apagando a chama. 
Essa é uma sociedade do consumo. Já ouvi uma declaração da presidente da Petrobrás dizendo que gostava de congestionamento de carro porque gastavam mais combustível e assim a empresa faturava mais. Aumentar o IPI pra vender carros também em ruas já entupidas a pretexto de manter a economia aquecida, mas fazendo uma tremenda renúncia fiscal? É de lascar o cano. 
Se deixa luz, televisão acesa, ar condicionado trabalhando a todo vapor. Aperta-se nos 2 botões do elevador, às vezes, um deles estando num andar próximo. Não se combina deixar o carrinho de mão no elevador, pra minimizar as viagens. O sujeito que age diferentemente passa por um tremendo mal-educado. Ferro elétrico passando cueca, camiseta, calcinhas e o escambau. Será que é pra matar fungos? Mas então bota no sol que aqui no Ceará é maior agente profilático.
Na Europa, os caras já tiveram 2 guerras no quintal e aprenderam na marra o que é economia. Vale gás grátis? Nada de graça se valoriza. Devia ter algum preço. Por exemplo; um número de X de garrafas pets recolhidas; quatro doações de sangue no ano; a rua da sua casa limpa etc. Vereador era pra fazer isso e não ficar dando título de cidadania pra puxar o saco do sujeito que vai injetar grana em suas emendas "furtativas" (copyright C.M.). 
Sem consumo, a economia não cresce, o capitalismo se acaba. Consumir custe o que custar. Se preciso, destrói o que está feito funcionando, e faz de novo. Essa é a lógica de uma economia que só pensa em crescimento e não em desenvolvimento e bem estar das pessoas e preservação do ambiente.

George Alberto

As Moças do São Francisco - Alexandre Zabelê


Maria Gomes de Oliveira (Maria Bonita)
8.3.1911 Paulo Afonso - Bahia. 28.7.1938 Poço Redondo - Sergipe


As moça do S. Francisco
São pobre, mais tem ação
Guardam queijo e rapadura
Pro borná de Lampião.

As vez tambem elas guarda,
Fora o queijo e a rapadura,
Uns oiá daquele jeito,
Que mata ás vez e ás vez cura.

E com os estrepes do oiá,
Que sem pena a gente fura,
Elas dão aos cangaceiros
Alivio nas apertura.

E dão ainda corage
Os amô dessas menina
Prá viver como se véve
No coice da carabina.

Outras vez essas caboca
Tudo dão e com fartura:
A noite de seus cabelo
E o luá da fermusura...

Antonce é um céu aberto
A vida do cangaceiro...
A gente véve cantando
Como galo no terreiro.

As tristezas vão-se embora
Do peito da criatura;
Inté mesmo é um prazer
Um tiquinho de amargura.

Não sei se Deus fez os home,
Mais porem fez as muié
Uma só morena dessas,
Tem tudo que a gente qué.

Tem lá dento da garganta
O canto dos passarinhos,
E nas denguice da fala
Os dengo que hai nos ninho,

Tem a noite nas pestanas,
Tem na luz dos óio o dia,
Na boniteza do corpo
Tem as maió maravia...

Quem já correu muita terra,
Moças iguá não achou.
A forma em que Deus fez elas
Logo depois se quebrou.

Pode havé pulas Oropa
Muita riqueza e brancura,
Mais é aqui no sertão
Onde mora a fermusura.

Maria Déa é um anjo,
Uma lindeza, um amô,
Uma princesa encantada
Que Lampião encontrou.

Essa Maria Bonita
Faz gosto mesmo se vê;
As fermusura do mundo
De inveja vão se escondê.

Aos amô dessas morena
Ninguém, ninguém arreseste.
Elas tem todo os encanto,
Todo o calô do nordeste.

E mesmo que se arresorva
Vivé-se no caritó,
Cai-se um dia na arataca,
No cipoá de um chodó.

Se a raça dessas muié
Mandasse Deus acabá,
O só perdia o calô,
O céu perdia o luá.

E o sertão dos imbuzeiro,
Dos velame perfumado,
Ficava sendo um deserto,
Medonho, amardiçoado.

As moça do São Francisco,
É um céu e um cabedá;
Deus me mande uma delas,
Pode o mundo se acabá.

Pode o mundo pegá fogo,
Pode a terra se arrazá;
Tendo o amô de uma morena,
Tendo a terra, o céu e o má.

Quando penso nessas coisa,
Nesse milague do amô,
Cada vez mais acredito
Nos podê do Criadô.

As muié tão delicada,
Só com a voz e com os oiá,
Põe este mundo ás avessa
E ás vez de perna pro á.

Elas faz de um paraiso
Um inferno abrazadô,
De um inferno um céu aberto,
Entupido de fulô.

Ah! morenas feiticeira,
Que Deus um dia inventou
Se não fosse os oiá delas,
Não havia os cantadô

Se não houvesse na vida
Seus amô, seus benquerê,
O mundo não era mundo,
Era um pena se vivê.

Se não fosse essas caboca,
Não tinha graça o sertão:
Não brincava os cangaceiros,
Não havia Lampião.

Poesia de Alexandre Zabelê editada no artigo "Maria Bonita e a Poesia do Sertão" escrita pelo jornalista Melchiades da Rocha exclusivo para a Revista Noite Ilustrada de 14.1.1941. Melchiades da Rocha, que veio a escrever depois o livro Bandoleiros das Caatingas, foi o enviado especial da revista ao cenário fumegante da Batalha de Angicos, onde volantes alagoanas comandadas por  João Bezerra mataram o Capitão Virgulino Ferreira, o Lampião. Como dizia a revista  no mesmo artigo: "Enviado pela A NOITE para realizar a sensacional reportagem, ele percorreu todo o trecho de sertão emocionado pelo acontecimento, falou aos principais personagens da façanha, pisou o solo sobre o qual acabou o mais terrível bandoleiro nordestino. Teve diante dos olhos o drama e recolheu, juntamente com esplendida documentação jornalística, a impressão direta dos participantes e espectadores. Mais tarde, voltou a esse sertão e enriqueceu ainda mais seu cabedal documentário com a maravilhosa reação poética dos cantadores sobre a morte de "Lampeão".

George Alberto




terça-feira, 1 de abril de 2014

Água de pote de cantareira

Seu Alckmin, a coisa tá feia. Tá faltando água nos potes da periferia. O Senhor acha que tem petralha desviando chuva que vem pro Sum Paulo tudo pros metrôlhas pagarem o pato e não ganharem as inleição? Se tem, é coisa antiga. Não acredita em mim? Então vou postar a Folha que o Senhor gosta dela, né? Reportagem com prêmio Nobel que mora na Amazônia não é coisa que se despreze, não. E a Folha é confiável pro Senhor, amiga da marcha da família e coisa e tal, que hoje, primeiro de abril, tem cinquentenário da redentora. Voltando à notícia. A falta de água nos potes de Sum Paulo tá ligado ao desmatamento da Amazônia. A turma do machado, digo trator, desmata, por lá, bota uns bois peidando no pasto. E o resultado? Metano no ar e a água não infiltra no solo; o Rio Madeira dá enchente; o ar fica mais seco e o vento desloca pouca água pro estado de Vossa Mercê. Quer resolver o problema? Vai demorar e custar caro. Mas sem água, o que é que o Senhor, vai fazer, homem de Deus? Nem ganhar inleição, ganha. Então, fala com os empresários amigos do Senhor, manda o pessoal recuperar o que foi derrubado na Amazônia. Não basta muito, não. Deixa em paz a natureza que ela se recupera sozinha. Paga o pessoal de lá da Amazônia só pra ficar pastorando pra ninguém desmatar. E o Senhor vai ter muita água chegando aí em São Paulo. Preste atenção, pelamordeDeus, água não vem em cloud de internet, não! Vem de nuvem que tá lá em riba, mesmo. Água ainda bem barata o Senhor vai ter. Quer dizer, o Senhor não, os seus bisnetos, tataranetos, porque agora o jeito é caçar água do buraco da Cantareira pra jogar nos potes de mais cantareiras da periferia. O Senhor não conhece cantareira de pote, não? Dá um pulim aqui no Ceará que eu faço questão de mostrar pro Senhor um monte deles, tudo com gosto de água salobra.
Deus te abençoe!
George.

Mote: